
Por Stella Kochen
Uma amiga querida me ligou há algumas semanas e me contou que havia vendido 363 casacos indianos ( esses que estão uma febre) na live no seu perfil comercial do Instagram na noite anterior. Ela estava enlouquecida despachando os pedidos para todo o Brasil. Isso mesmo: 363 casacos, R$ 990,00 cada. Marquei um café com ela dias depois para ela me contar um pouco sobre isso. É uma loucura quanto ainda se vende em lives. E pensar que há alguns anos, muita gente acreditava que as lives de vendas seriam apenas uma moda. Não foram, seguiram com força após a pandemia.
Enquanto diversas estratégias digitais vêm e vão, milhares de mulheres continuam reservando um horário da semana para assistir às suas lojas favoritas ao vivo. Por que fazem isso? Me aprofundei e conversei também com consumidoras.
Para elas uma live entrega muito mais que um e-commerce tradicional dificilmente consegue oferecer. Me citaram:
- Peças ganham movimento.
- O caimento fica evidente.
- As dúvidas são respondidas na hora.
- A vendedora cria proximidade.
- E, principalmente, forma-se uma comunidade 🥰 .
A compra deixa de ser apenas uma transação e passa a ser uma experiência.
Para quem trabalha com experiência do cliente e é uma apaixonada pelo tema como eu, esse fenômeno é um lembrete importante: Nem toda inovação está na tecnologia.
Muitas vezes a inovação está na capacidade de recriar o contato humano usando a tecnologia disponível.
No fim, as pessoas continuam comprando de quem transmite confiança.
E confiança ainda é construída por pessoas, Graças a Deus 🤗.
Esse tema também conversa diretamente com o universo do Cliente Oculto. Vamos investigar o que diferencia as lives que apenas entretêm daquelas que realmente convertem em vendas. Afinal, entender o comportamento do consumidor em tempo real continua sendo uma das formas mais valiosas de gerar insights. Com certeza começarei pelo fenômeno das lives da minha amiga.
Você já participou de uma live de vendas? Comprou alguma coisa? Me conte!
Abraços
Stella